terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"Porventura, não pertencem a Deus as interpretações?"

Fechamos o mês de Janeiro de 2011 simplesmente agraciados pelo Pai, o qual tem nos proporcionado momentos exclusivos de alegria e regozijo em Sua presença. Neste ultimo domingo do mês, a ministração da palavra de Deus esteve a cargo do amado Pastor Hélio, que nos levou a refletir acerca da vida de José e as turbulentas fases da vida deste homem. Veja agora como se deu a explanação da mensagem:

Gênesis 40:8b - "Porventura, não pertencem a Deus as interpretações?"


     A Bíblia nos ensina muitas coisas olhando para a vida de José. José era filho de Jacó e tinha 11 irmãos. Entre os filhos de Jacó, José era o filho mais amado pelo pai, pois era o filho da sua velhice, além disso, José tinha o costume de contar ao seu pai a conduta de seus irmãos que não eram boas e por assim ser, despertava o ciúme dos mesmos. Um dia José contou um sonho que teve e a ira dos seus irmãos aumentou mais ainda, pois no sonho, todos “atavam feixes no campo, e eis que o feixe de José se levantou e ficou em pé; e os feixes dos irmãos o rodeavam e se inclinavam perante o dele” (Gn 37:7). Em outro sonho que tivera José viu o sol, a lua e as onze estrelas se curvando perante ele (Gn 37:9), logo, os seus irmãos planejaram algo e jogaram-lhe num poço, pegaram sua capa, molharam-na em sangue de animal, e enganaram seu pai dizendo que José havia sido devorado por um grande animal, mas na verdade o venderam por 20 moedas aos ismaelitas, para ser escravo.
     José chegou ao Egito e todos viram a sua inteligência e perceberam que Deus era com ele, pois tudo quanto fazia prosperava. Potifar, oficial de Faraó, o comprou da mão dos Ismaelitas e o colocou como mordomo em sua casa. José por ser um homem de bonito aspecto, despertou o desejo da mulher de Potifar, a qual tentou de todas as maneiras seduzi-lo, porém, todas as tentativas da mulher foram frustradas, pois, José fugia de todas, até que em uma das fugas, ele deixou a sua capa (Gn 39), e injustamente foi levado à prisão. Chegando a prisão achou graça aos olhos do carcereiro que o colocou para liderar outros presos e mesmo nesta situação interpretou alguns sonhos que se cumpriram dias depois. O dom de Deus na vida de José foi capaz de fazê-lo interpretar o sonho de Faraó e sair da prisão o designando como o segundo maior do Egito. Faraó colocou um anel em seu dedo como sinal de autoridade. José previu o que aconteceria na terra e por causa da sua sabedoria a terra foi preservada da fome. Ele teve a oportunidade de rever e perdoar seus irmãos depois de quase vinte anos, e ainda mais, fazer com que os hebreus não perecessem de fome.

Reflexões

§  Muitas vezes, mesmo sem saber o porque, somos colocados dentro de um poço e por mais que gritamos por socorro a única voz que se ouve é o eco da nossa própria voz, parecendo não ter mais saída, mas é preciso lembrar que se trata apenas um estágio de preparação ou capacitação para coisas que nos serão propostas futuramente.

§  José foi vendido como escravo, mas a sua conduta mostrou que ele sempre foi livre, nem o pecado tinha domínio sobre a sua vida. 

§  A melhor maneira de conhecer o pecado é fugindo dele. A atitude de José foi  extremamente sábia, pois sabia que a sua permanência naquele lugar poderia induzi-lo ao pecado, afetando sua com a comunhão  com Deus. 

§  A prisão para José foi uma maneira de mostrar que mesmo em um lugar desconfortável e inconveniente é possível a manifestação do dom de Deus. Uma  prisão não é capaz de enterrar os dons de Deus. Somente  nós por vontade própria é que enterramos os dons que nos são dados por Ele.

§  A figura de José como o segundo maior do Egito, mostra/simboliza a igreja que recebeu poder e autoridade de Deus na Terra e só está abaixo de Sua vontade.

§  José mesmo sendo poderoso não deixou que tal poder desfizesse o amor e misericórdia presentes em sua vida. Por causa dele 70 almas não morreram de fome.

Pastor Hélio


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